segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Camutuê debate o racismo no Brasil e a afrodescendência

O próximo encontro do Camutuê, que acontece nesta quarta-feira (29/02), debate o “racismo à brasileira”. A proposta deste, que é o quarto encontro, é observar como se dá o processo de cristalização das diferenças raciais, estudando os principais conceitos. A convidada desta edição do projeto é a Doutoranda em Educação pela UFC, Juliana Souza, que facilitará o momento.

Outro destaque do encontro será a oficina “Coisário ao Relicário”. A atividade, anunciada no último encontro, que convida os participantes a compreenderem que os valores afro-brasileiros estão presentes em nosso cotidiano, em toda parte. “Por isso, solicitamos que trouxessem um objeto que tenha relação com a afrodescedência na história de vida de cada um. O objeto e a história que ele carregar será o ponto de partida do nosso próximo encontro”, afirma o jornalista Rafael Mesquita, que elaborou a metodologia do encontro junto com a consultora do projeto, Silvia Maria Vieira dos Santos. “E não esqueçam, as influências africanas na formação social brasileira estão por toda parte. Vamos fazer, neste encontro, o exercício de percepção dos saberes e fazeres da população afro-brasileira”, completa Rafael.

Conheça a palestrante Juliana SouzaJuliana possui graduação em Pedagogia com habilitação em Orientação Educacional. Participou do Grupo de Estudos Africanos Segueremó, Casa das Áfricas-SP (2006-2007), concluiu mestrado em Educação pela Universidade Federal do Ceará (2010), atuou nos últimos oito anos como professora das séries iniciais do Ensino Fundamental I em escola que utiliza Sistema Montessori de Ensino. No mestrado pesquisou narrativas, memórias e histórias da população negra da cidade de Carapicuíba-SP, como estas influenciam no processo de formação da identidade e como as ausências dessas narratividades no que denominamos educação formal e informal atuam como um aparato de negação das identidades afro-brasileiras. Tem experiência na área de Educação com ênfase em identidades; afrodescendência; africanidades; movimentos sociais de maioria afrodescendente; educação escolar; e espaços periféricos urbanos.

Comunicação IJC

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